
Depois de diversas negativas judiciais, o ex-presidente Lula conseguiu autorização judicial para receber a visita de dois de seus principais correligionários. Nesta quinta-feira (3), a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, estiveram na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde desde 7 de abril o cacique petista cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão, por imposição da Operação Lava Jato.
Antes dessa decisão, apenas advogados listados e familiares do ex-presidente haviam recebido permissão para a visita. Desta vez, a juíza federal Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, aplicou revisão da regra de funcionamento da unidade prisional, onde Lula tem direito a cela e banheiro privativos, além de televisão aberta.
Ao final do encontro, Gleisi foi perguntada sobre a situação de Lula, pessoalmente. “O presidente Lula é um homem muito forte, determinado. Ele sabe o papel que ele cumpre, e por isso vai enfrentar essa em nome do povo brasileiro”, resumiu a petista.
Já Jaques Wagner – cogitado para substituir Lula na corrida eleitoral, em caso de inviabilização definitiva do ex-presidente – disse que o petista está “extremamente indignado, injuriado com a injustiça cometida”. Ele fez menção aos registros em vídeo e fotos feitos por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e da Frente Popular Sem Medo em 16 de abril, que ocuparam o tríplex atribuído a Lula e responsável por sua condenação. (…)
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