O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil), cardeal D. Sérgio da Rocha, afirmou que "a crise
política não pode continuar”; ele afirma que a entidade não se manifesta
sobre a situação de Michel Temer seguindo a tradição de não se
pronunciar sobre governos e partidos, mas tem acompanhado de perto os
desdobramentos da crise e discutido alternativas como a realização de
eleições diretas; “A corrupção mata”, disse D. Sérgio.Arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cardeal Dom Sérgio da Rocha defendeu uma solução para o impasse político que o Brasil vive hoje: “A crise política não pode continuar”, afirmou.
O cardeal foi taxativo e disse que “A corrupção mata”.
D. Sérgio da Rocha diz que a entidade não se manifesta sobre a saída de Michel Temer por ter a tradição de não se pronunciar sobre governos e partidos.
"A CNBB não tem se manifestado a respeito desta questão, de acordo com a sua postura habitual de não se pronunciar sobre governos e partidos. Contudo, é evidente que a crise política, agravada pelas denúncias contra o presidente, não pode continuar. Publicamos uma nota sobre a ética na política, enfatizando a necessidade de apuração rigorosa das denúncias de corrupção, dentro dos ditames da lei. No cenário político, especialmente no Congresso Nacional, a vida não pode continuar, com as negociações políticas, como se nada estivesse acontecendo. A alegação de que 'o País não pode parar' não pode servir para justificar a estagnação na corrupção nem a votação apressada de projetos. A corrupção mata. Mata, porque o desvio de recursos implica a negação do direito do povo à saúde, à educação, à segurança, ao emprego, à alimentação."
As informações são de entrevista concedida a Ricardo Galhardo no Estado de S.Paulo.
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