O ‘El País’ faz o que a imprensa brasileira não faz: investiga o MBL

O ‘El País’ faz o que a imprensa brasileira não faz: investiga o MBL

Duas extensas reportagens no El País, hoje, mostram o que os jornais brasileiros – inclusive a Folha, que abriu suas páginas para Kim Kataguiri pontificar como porta-voz da juventude “coxinha”-  jamais se interessaram em mostrar a seus leitores: o que é o tal Movimento Brasil Livre e os negócios em que ele se envolve.
Descobre-se ali, que ele é, juridicamente, o Movimento Renovação Liberal (MRL), registrado “em nome de quatro pessoas, sendo três deles irmãos de uma mesma família: Alexandre, Stephanie e Renan Santos. Este último é um dos coordenadores nacionais do MBL e um dos rostos mais conhecidos do grupo”.
Família que está devendo horrores na praça:
“A família Santos responde atualmente a 125 processos na Justiça, relativos a negócios que tiveram antes da criação do MRL. O EL PAÍS teve acesso a estes processos. A maioria é relativa à falta de pagamento de dívidas líquidas e certas, débitos fiscais, fraudes em execuções processuais e reclamações trabalhistas. Juntos, acumulam uma cobrança da ordem de 20 milhões de reais, valor que cresce a cada dia em virtude de juros, multas e cobranças de pagamentos atrasados.”
“Democraticamente” , o El País revela que “aqueles que são chamados de coordenadores nacionais do MBL, como Kim Kataguiri, Fernando Holiday e o próprio Renan Santos, não foram eleitos por ninguém e jamais poderão ser substituídos em eventual votação dos que supostamente se filiam ao movimento”.
E a filiação não é barata. Na imagem acima reproduz-se o cardápio de tipos de filiação, que vai desde “Agente da Cia” até “Nós somos o 1%”, com mensalidades de R$ 30 a R$ 10 mil por mês(!!!).
E os blogueiros sujos, aqui, passando o chapéu, para conseguir bem-vindas contribuições de 10 reais, somos a “militância paga” e suja…
A segunda reportagem, sobre a disputa com Alexandre Frota e família pelo controle da logomarca e do nome “Movimento Brasil Livre”.
É, como se percebe, uma disputa “ideológica” que, com certeza, não se dá pela venda de canecas online.
Benditos meninos moralizadores!

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